quinta-feira, 27 de julho de 2017

[Resenha] Um Perfeito Cavalheiro (Os Bridgertons #3)

Escritora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
SKOOB

Sinopse: "Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas."


"Um perfeito cavalheiro" é o terceiro livro da série Os Bridgertons. Os primeiros "o duque e eu" e "o visconde que me amava" já foram resenhados aqui no blog. Para quem ainda não leu, vou resumir: "o duque e eu" conta a história de Daphne, a filha mais velha. Já no livro "o visconde que me amava" conta a história de Anthony, o segundo filho da família. (Se quiser saber mais sobre os livros, acesse: Os Bridgertons #1 e Os Bridgertons #2).

Sophie é a filha bastarda do falecido conde, o que quer dizer que ela não pertence ao mundo de sua madrasta Araminta. Após a morte de seu marido, o testamento dele diz que Araminta tem apenas duas opções: ficar com uma pequena porcentagem e o restante para Sophie, ou criar Sophie até os 21 anos e com isso a porcentagem será bem maior. Claro que por questão de sempre querer mais, Araminta fica com Sophie.

💬 "Dizem que os olhos são a janela da alma. Se ele de fato havia encontrado a mulher de seus sonhos, aquela com quem poderia enfim se imaginar tendo uma família e um futuro, então, por Deus, precisava saber a cor de seus olhos." (p. 68 - 17%)

Mesmo após completar 21 anos, ela ainda mantem Sophie junto com ela pelo simples fato de que fez dela uma empregada. Sophie é obrigada a costurar, lavar, lustrar, ajudar em todas as tarefas sem receber nada por isso. Araminta acredita que apenas por deixá-la viver no mesmo teto que ela, é o máximo que ela terá por ter sido ilegítima.

Mas em certa noite, quando o baile de máscaras está acontecendo na casa dos Bridgertons, as empregadas que trabalham junto com Sophie e não aceitam esse absurdo que a madrasta faz com ela, incentivam que ela vá ao baile apenas por algumas horas para se divertir. Claro que sua madrasta e as filhas estarão lá, mas afinal, é um baile de máscara. Quem a reconheceria? Com relutância, Sophie decide que é hora de conhecer o mundo lá fora.

💬 "Eu posso viver com você me odiando. Só não posso viver sem você." (p. 200 - 50%)

Quando chega a casa dos Bridgertons, fica completamente encantada com o que vê. Nunca presenciou tamanha festança e quer aproveitar o máximo possível antes de voltar para as suas roupas maltrapilhas e claro, quer que aquelas poucas horas sejam inesquecíveis. Mas para ficar ainda mais inesquecível, ela conhece Benedict Bridgerton.

Benedict não sabe quem ela é, mas insiste de todas as formas descobrir quem é aquela adorável mulher. Sophie está realmente vivendo um sonho, mas esse sonho é interrompido com o soar do sino que está marcando meia-noite: é hora de voltar para a realidade. Sophie deixa um Benedict abandonado no baile e de coração partido. Como será os seus dias agora que ela conheceu aquele cavalheiro?


Ah, Julia Quinn... Se você ainda não tinha me arrancado suspiros com as histórias anteriores, essa com certeza você conseguiu! "Um perfeito cavalheiro" é uma releitura do conto de fadas Cinderela, mas que foi aprimorado para esse romance de época: com muito romantismo, sarcasmo e com situações completamente inusitadas. Eu sempre amei a história da Cinderela, então nem preciso dizer o quanto esse livro foi um presente para mim.

E o que falar sobre Benedict? Eu quero um Benedict, se isso for possível. Ele é completamente fofo, completamente romântico. Sabe quando você fica apreensiva com a leitura, ansiosa para o que irá acontecer a seguir e como tudo irá terminar? Foi assim que me senti com esse livro, sem contar os suspiros que dei ao decorrer de alguns capítulos e até mesmo algumas risadas.

💬 "Mas uma das coisas que eu mais amo é o fato de que você se conhece. Você sabe quem é e quanto vale. Tem princípios, Sophie, e não abre mão deles. Isso é tão raro..." (p. 368 - 92%)

Sophie é uma personagem que infelizmente sofreu por conta de sua madrasta, mas que aprendeu e amadureceu muito com todos os acontecimentos. Não era uma menininha completamente inocente como presenciamos nos livros anteriores da autora. Mais um motivo que me fez gostar ainda mais do desenrolar dessa história: sabia que seu lugar não pertencia ao glamour, mas trabalhou honestamente (mesmo sofrendo com isso) para poder viver e ter onde morar.

Quando achamos que tudo é impossível, Julia Quinn mostrou que o amor é capaz de tudo. Que o amor está em primeiro lugar, que ele sempre vence. Não importa a sua classe social, não importa se você é ilegítima ou não. O que importa é quem você é; o que importa é o que está dentro de você. Aliás, existe grandeza maior que o amor?

"Um perfeito cavalheiro" é perfeito. Não tenho palavras para descrever o quanto eu realmente amei esse livro. Se eu havia me apaixonada por Anthony no livro anterior, ele acaba de perder para o Benedict porque esse sim levou meu coração por completo.

Avaliação: ❤❤❤❤❤🌟

2 comentários:

  1. Olá!
    Já falei que quero muito ler os livros de Julia Quinn? Não? Pois quero muito e ao ler essa resenha fiquei muito encantada com a trama, agora sabe o que me fez perceber um pouco, foi que a história me fez lembra a história da Cinderela, me pareceu bem parecido a única diferença que é um gênero de romance de época. Amei a história é quero, desejo os livros dessa série para ler.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você precisa conhecer os livros da Julia Quinn!
      Esse ano decidi que seria o momento para conhecer todos e tem sido uma ótima experiência. Esse livro em particular foi o meu favorito até o momento. Realmente lembra "Cinderela", acho que foi por isso que amei infinitamente esse livro.
      Espero que você leia e goste bastante dessa linda série <3

      Excluir