terça-feira, 11 de julho de 2017

[Resenha] Os Sete Últimos Meses de Anne Frank

Escritor: Willy Lindwer
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240

SINOPSE: "O "não escrito" capítulo final do Diário de Anne Frank relata o tempo entre a prisão de Anne Frank e sua morte. A história é contada por meio dos testemunhos de seis mulheres judias que sobreviveram ao inferno do campo de concentração do qual Anne nunca mais voltou. Inicialmente, o renomado cineasta holandês Willy Lindwer filmou o documentário "Os sete últimos meses de Anne Frank" e, depois disso, resolveu transformá-lo em livro. Para tanto, ele entrevistou mulheres que conheceram Anne Frank. O livro é composto pelos depoimentos de seis dessas mulheres - algumas que a conheceram antes de sua deportação para o campo nazista, e todas elas durante os últimos momentos em Bergen-Belsen. As histórias que estas mulheres têm para contar são semelhantes: o tratamento no campo, a forma como conheceram as irmãs Frank e a maneira como todas foram inexplicavelmente tocadas por sua vida. O fato de terem sobrevivido ao campo de extermínio é um milagre em si mesmo. Uma das sobreviventes, inclusive, teve a difícil missão de confirmar a Otto Frank as mortes de suas filhas, Anne e Margot. Os sete últimos meses de Anne Frank é o triste e verdadeiro relato de uma crueldade inimaginável e do milagre ocorrido para os que sobreviveram poderem contá-lo com suas próprias palavras."


Quem nunca se emocionou com a história de Anne Frank? Sabemos que Anne Frank viveu no Anexo por muito tempo durante a Segunda Guerra Mundial para que não fosse capturada pelos alemães. Quando estava escondida, ela escrevia em seu diário tudo que acontecia no seu dia. Chamava o diário de Kitty e fazia dele a sua melhor amiga. (Se quiser ler minha resenha sobre "o diário de Anne Frank", clique aqui).

Já no livro "os sete últimos meses de Anne Frank" nós somos apresentados por relatos de outras mulheres que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial. Mulheres que conheceram a família Frank, que tiveram um pequeno contato, que viram de longe ou até mesmo conviveu por um tempo antes de Hitler assumir o poder. 

"Você pode tentar proteger aquilo que mais importa na sua vida. É tudo o que pode fazer." (pág. 68)

O livro traz relatos de seis mulheres e uma história mais emocionante do que a outra. São aquelas histórias que realmente faz você refletir sobre a vida e como as coisas eram precárias e sofridas para as pessoas que viveram na época nazista em 1939. Histórias que deixam qualquer leitor de coração partido e algumas lágrimas brotando.


Posso dizer que "os sete últimos meses de Anne Frank" foi uma ótima jogada de marketing. Quando você lê o título, logo imagina tudo que aconteceu após Anne ir para o campo de extermínio, mas não é bem assim. Há alguns relatos durante esse período, sim, mas contato do ponto de vista dessas mulheres. Então não diria que foram os últimos meses de Anne e sim os últimos meses dessas mulheres relatadas no livro no campo de extermínio, onde algumas, como citado anteriormente, tiveram um contato com Anne ou até mesmo a viu em um determinado momento.

"Às vezes, é muito importante se afastar da bagunça na qual estamos vivendo, fechar os olhos, nos desligar." (pág. 82)

De qualquer forma, o livro ainda mantém o seu valor. Conhecer histórias da Segunda Guerra sempre me chamou atenção. Por mais que mostre tanto sofrimento e tantas tragédias, são histórias reais, histórias que fizeram parte de muitos e saber que muitas pessoas sobreviveram mesmo com situações lastimáveis, é uma vitória; é uma lição. E para mim, conhecer essas histórias, esses novos pontos de vista foi, além de emocionante, incrível.

Então tudo que eu digo é: leiam esse livro, mas não leiam esperando saber muitas coisas sobre Anne. Leia disposto a conhecer novas pessoas que sofreram durante essa época e sobreviveram. Pessoas que, assim como Anne, perderam tudo para os nazistas e hoje estão vivas para contar as suas emocionantes histórias.

"Desrealização é quando a realidade não é experimentada como realidade: isso não pode ser verdade; não existe. E despersonalização é o fenômeno de divisão da personalidade: eu ficava de lado e, simultaneamente, me via como se eu continuasse andando; objeto e sujeito ao mesmo tempo. Você é o objeto de sua observação e, ao mesmo tempo, é o sujeito que anda, ou que está com fome, ou que está sofrendo." (pág. 149)

Avaliação: ♥♥♥♥♥
*livro cedido em parceria com a Editora.

4 comentários:

  1. Oi, :)
    Primeiro de tudo, adorei as fotos elas estão bem cleans e muito bonitas! Quanto a resenha nunca vou poder ler esse livro, e nenhum outro que envolva a Anne. Não consigo, é muito pra mim. :(
    Eu li um sobre a Olga Benário quando tinha uns 14 ou 15 anos e lembro de ter ficado horrorizada, acho que traumatizei.

    Att.,
    Eduarda Henker
    Queria Estar Lendo

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  2. Oieee!

    Li esses dias O Diário de Anne Frank e foi emocionante.
    Não conhecia esta história, mas concordo com você, o nome de Anne só foi usado como uma jogada de marketing. Mesmo assim, fiquei curiosa para lê-lo e conhecer mais deste capítulo tão triste da nossa história.

    Um super beijo

    Livros em Contexto

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  3. Olá!
    Adorei saber mais sobre livro, imaginei que ele falaria exatamente sobre os últimos meses da Anne, mas ele é muito mais né?
    Vou ler, com certeza!

    Books & Impressions

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  4. Olá!
    Tinha já ouvido fala muito dessa mulher e também conheço pouco de sua história. Esse livro acho que seria apenas um completamento pequeno do outro livro. A história é interessante, tem uma premissa ótima e seria uma leitura para poder conhecer mais sobre ela.

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