terça-feira, 8 de março de 2016

[Resenha] Por Lugares Incríveis

Escritora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Sinopse: "Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver.
Quando Theodore Finch conhece Violet Markey em circunstâncias nada usuais, surge uma amizade única entre os dois. Cada um com seus próprios traumas e sofrimentos, eles se juntam para fazer um trabalho de geografia e acabam descobrindo muito mais do que os lugares incríveis no estado onde moram: a vontade de salvar um ao outro e continuar vivendo."
"Tenho dias bons e dias ruins. (...) E rio como se nada tivesse acontecido." (pág. 27)
"Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça." (pág. 48)
Nessa história nós vamos conhecer Violet e Finch. Violet é dona do blog eleanoreviolet.com. Ela e sua irmã postavam sobre diversos assuntos. Após a morte de Eleanor, Violet sente-se culpada e perdida no mundo. Finch é um garoto que sempre sofreu bullying na escola, nunca soube a sua verdadeira identidade e sofre com a separação dos pais.

Ambos estão sofrendo por alguma coisa, mas esse não será o motivo de aproximação dos dois. Quando eles se encontram, estão na torre de sino do colégio pensando, talvez, em tirar a própria vida, mas ainda com medo de prosseguir. Finch consegue convencer Violet que a vida tem muito para oferecer - mesmo ele próprio não acreditando muito nisso.
"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas." (pág. 92)
"Conheço a vida bem o suficiente pra saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nós mesmos de ir embora." (pág. 121)
No dia seguinte, na sala de aula, eles têm um trabalho de geografia que consiste em mostrar alguns pontos de Indiana - onde moram. Finch não pensa duas vezes em "convocar" Violet para ser sua dupla. Sem muito esforço, ela aceita.

Eles começam as andanças pela cidade registrando tudo em um caderninho e sempre deixando algo para trás, algo para "provar que eles estiveram lá". E para eles não é somente um trabalho e sim uma nova visão do mundo. Finch a fez sentir-se diferente e ela esperava estar surtindo o mesmo efeito nele, surgindo algo a mais entre essa amizade. 
"Aprendi por experiência própria que a melhor coisa a fazer é não falar o que realmente pensamos. Se não falamos nada, as pessoas concluem que não estamos pensando em nada além do que deixamos que elas vejam." (pág. 124)
"O problema das pessoas é que elas esquecem que na maior parte do tempo o que importa são as pequenas coisas." (pág. 134)
Os capítulos são divididos entre Finch e Violet, narrando o ponto de vista de cada um, fazendo com que o leitor sinta um pouco e vivencie um pouco de cada personagem, de cada mundo.

Eu gostei do conteúdo da história, mas achei que a escritora deveria ter explorado ainda mais alguns pontos. No começo achei a narrativa cansativa, mas depois consegui me envolver com os personagens. E, ainda assim, eu esperava um final diferente.

"E se a vida pudesse ser assim? Só as partes felizes, nada das horríveis, nem mesmo as minimamente desagradáveis. E se a gente pudesse simplesmente cortar o ruim e ficar só com o bom?" (pág. 145)
"Ela é o oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio e fósforo. Os mesmo elementos que estão dentro de todos nós, mas não consigo parar de pensar que ela é mais que isso e que tem outros elementos dos quais ninguém nunca ouviu falar, que a tornam diferente de todas as outras pessoas." (pág. 199)
Avaliação: ♥ ♥ ♥

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